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Meu bebê nasceu sem fome: isso é normal?

Toda mamãe sabe o quanto é importante o leite materno e a amamentação para o pleno desenvolvimento do seu bebê. O problema é que não faltam dúvidas e desesperos na hora de amamentar.
Uma cena clássica é quando a mamãe se descabela quando percebe que o nenê que acabara de surgir ao mundo não quer nem saber de mamar nas primeiras horas de vida, apenas dormir.
Neste momento, um enorme ponto de interrogação "nasce" na cabeça da mamãe. Algumas mães perguntam: - por que meu nenê ainda não foi para o peito? Outras, mais desesperadas, já questionam se o bebê está passando fome ou mesmo se rejeitou a mãe.
Muita calma nessa hora. As mamães não precisam ficar tão preocupadas. Isso porque os bebês com menos de 24 horas de vida, em geral, têm alguma reserva que não os deixam sentir muita fome. Mas nem por isso devemos deixar de tentar amamentá-los.
Vale frisar que a amamentação é fundamental nas primeiras horas, podendo o bebê ter hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue) e ir para a UTI caso não receba o leite materno.
Temos que acordar o bebê e tentar sim dar o peito, mas sem que haja desespero e preocupação. O bebê está conhecendo a mamãe e vice-versa. Estão acostumando com os cheiros, com as posições e a vida nova.
A fonoaudióloga Jamile Elias explica que é comum mães se espantarem com a reação do nenê 24 horas depois de dar a luz. O bebê, que até então não queria mamar, agora está com vontade enorme de sugar o peito da mamãe.
"O bebê deve ir para o peito nos trinta primeiros minutos de vida, ainda na sala do parto, mas às vezes ele sente preguiça de sugar, o que pode ser sinal de que ele está alimentado. Depois a reserva acaba e a fome aumenta. Com a fome vem o choro do bebê que deixa a mamãe ansiosa para dar o peito", informa.
Como amamentar sem dor - A ansiedade faz com que a mamãe coloque o peito de qualquer jeito na boca do bebê que o abocanha de forma inadequada e isso pode machucar o bico. A dor pode ser tanta que a mamãe chega a ter vontade de parar de dar o peito. Formam-se fissuras e até machucados.
O jeito mais correto é fazer com que o bebê abra bem a boca e abocanhe toda a aréola (parte escura do seio). É lá que se encontra o leite armazenado e a saída do leite se torna mais fácil, fazendo com que o bebê não faça tanto esforço, ganhando peso, e não machuque o peito da mamãe.     
Amamentar não é tão fácil como parece. A mamãe sabe que tem que dar o peito e o bebê sabe sugar. Combinar esses dois fatores, às vezes, é complicado. O bebê vira a boca para o lado errado, a mamãe não consegue se ajeitar numa posição ou o bebê pode machucar ou o bico da mamãe.
Dicas
Para o bebê abocanhar toda a aréola, coloque a barriga do bebê encostada com a sua barriga e você, mamãe, deve estar numa posição bem confortável.
O leite materno é uma vacina para o seu filho. Nele estão vários anticorpos que vão proteger seu bebê de doenças.
Não se frustre se não conseguir amamentar sozinha. Profissionais especializados na arte da amamentação podem ajudar a mamãe nessa hora tão importante.

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Meu bebê deve ou não arrotar?

O assunto arroto sempre permeia as rodas de conversas das mamães que normalmente têm muitas dúvidas em relação ao tema. Será que realmente o bebê deve arrotar? E se não arrotar, tem algum problema? Até quando eu tenho que colocar meu bebê para arrotar?
Realmente essa questão gera alguns pontos de interrogação, já que as mamães não conhecem o motivo que faz do arroto um cuidado importante no dia-a-dia de um bebê. Aproveitando, mamãe: você sabe como surge o arroto? É válido o bebê arrotar? Bem, vamos lá...
Quando o bebê está mamando, seja no peito ou na mamadeira, geralmente há uma ingestão de ar, isto é, o bebê engole ar.
Isso ocorre principalmente em bebês que mamam em mamadeira, pois a anatomia entre o peito da mãe e a boca do bebê é perfeita, se encaixando de uma forma que dificulta a entrada de ar se mamãe e bebê estiverem em posição correta.
Já o encaixe do bico da mamadeira e a boca do bebê não é tão perfeita assim, facilitando a entrada de ar.
O ar entra até o estômago do bebê que é mais leve que o leite e por isso tende a voltar. Quando o ar volta é o que conhecemos por arroto, que pode vir acompanhado de uma pequena quantidade de leite, a regurgitação.
Por normalmente o arroto vir acompanhado de uma regurgitação, o bebê que estiver deitado de costas ou de bruços no berço pode aspirar o leite que voltou e se asfixiar.
Portanto, a questão se deve arrotar ou não é relativa. Caso o bebê mame sem problema (sem entrada de ar), não existe a necessidade de esperar um arroto.
Arroto contra cólicas - Outra conseqüência do bebê que engole ar e não arrota são as cólicas. Com o estômago cheio de ar e o sistema digestivo ainda imaturo, aparecem as terríveis cólicas. Os bebês choram muito e nada os consolam.
O arroto é uma forma de tentar evitar que as cólicas apareçam. Fazer massagens na barriga e exercícios tipo bicicleta no bebê de barriga vazia são maneiras de fazer com que o bebê elimine os gases e também evitar as cólicas.
Depois da mamada, a mamãe deve colocar seu bebê na posição vertical com a cabeça no seu ombro e a barriga encostada no peito. O arroto aparece até os dez primeiros minutos, às vezes, pode demorar um pouco mais.
Posições ideais para o bebê - A mamãe não deve se preocupar caso seu bebê não arrote. Provavelmente a mamãe não ouviu o arroto, que nem sempre vem com barulho, ou o bebê não engoliu ar durante a mamada e, portanto, não tem ar para sair, não havendo o arroto.
Se a mamãe estiver com muita pressa ou tem um compromisso que a impeça de colocar seu bebê para arrotar, é melhor que coloque o bebê deitado de barriga para cima. (A posição em que o bebê deve ficar deitado foi, é e continuará sendo alvo de vários estudos. Atualmente a posição "de barriga para cima" é aconselhada como a mais segura. Clique aqui e leia mais sobre esse assunto.)
Uma das melhores posições para que o bebê não engula ar durante a amamentação é aquela em que o bebê fica com a cabecinha apoiada na volta de dentro do cotovelo da mamãe, barriga encostada com a barriga da mamãe e de boca bem aberta abocanhado a maior parte da aréola do seio da mamãe.
Colocar o bebê para o arrotar deve ser um cuidado por pelo menos até o sexto mês de vida do bebê onde o sistema digestivo do bebê já está bem mais maduro.

Dicas
Coloque o bebê na posição vertical com a cabecinha no seu ombro e se precisar dê uns tapinhas bem levinhos nas costas para estimular o arroto.
Ao colocar o bebê no berço sempre coloque-o de barriga para cima mesmo que ele tenha acabado de mamar e não tenha arrotado.
O arroto não está associado à saciedade do bebê. Se o bebê mamar corretamente, sem engolir ar, não tem motivo para forçar um arroto.

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Até quando amamentar? - parte 2

A amamentação prolongada é uma forma de relação e um vínculo muito bom para mãe e filho se isso for gostoso para ambos. Aconchego e colo todo mundo precisa, não é mesmo?
Depois dos seis meses, o bebê já tem todo o seu sistema digestivo amadurecido para receber outro alimento que não somente o leite materno e também já necessita de nutrientes que não são encontrados no leite produzido pela mamãe. O desmame começa aqui, com a introdução de novos alimentos, mas não o desmame total. Mãe e bebê são os protagonistas e são vocês quem decidirão quando parar de vez.
O que não pode acontecer é a mamãe achar que por estar amamentando seu filho será seu bebê para sempre, não incentivando a sua independência. Há o medo por parte da mãe de que se ele parar de sugar o seu peito, o vínculo entre os dois seja quebrado.
Essa idéia é errada e pode ser muito ruim no desenvolvimento da criança, já que essa postura pode dificultar o processo de "independência" da criança. Não confundir carinho com proteção em excesso. Pode acontecer de a criança demorar mais para falar ou falar como uma criancinha pequena ou até mesmo de não querer sair das fraldas.
Como e quando parar de dar o leite? Se parar de oferecer o peito, há outras maneiras de se criar o vínculo com a criança. O cuidar, a atenção, o amor, o brincar e o conversar são formas fantásticas de vínculos que todas as crianças precisam e só a mamãe com seu jeitinho pode criar.
O desmame não deve ser feito por pressão, isto é, porque a amiga, a avó ou os vizinhos estão dizendo que seu filho está muito grande para ainda estar no peito. O desmame deve acontecer naturalmente e quando mãe e criança estiverem seguros disso.
O desmame natural, sem pressa e sem pressão faz com que o corpo da mamãe e o bebê se preparem para isso. Se a mamãe achar estar pronta antes da criança, a ajuda de um profissional poderá se fazer necessária.
Se a mamãe estiver decidida a parar de amamentar, há algumas atitudes da criança que demonstram estar pronta para o desmame total. Confira:
Um menor interesse nas mamadas, distração fácil quando você oferece um brinquedo ou um outro alimento em vez do peito, aceite não ser amamentada em certos horários ou locais, aceita outro tipo de consolo, é segura na relação com a mãe e não fica ansiosa com o encorajamento de não mamar são alguns dos sinais.
O desmame demanda energia, paciência e flexibilidade. Retirar uma das mamadas por semana, não tentar o desmame com outra mudança ocorrendo, como o controle do xixi, a mamãe não se ausentar nesse período e dar outros tipos de atenção ao pequeno são algumas dicas para um desmame natural e gradual.
As mamães devem saber que o desmame pode desencadear mudanças físicas e emocionais, entre as quais mudança de tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos, entre eles alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e arrependimento.
Se a amamentação for feita com carinho, cuidado, incentivando e deixando o crescimento e desenvolvimento da criança acontecer, não há idade para o desmame total ocorrer.

Dicas
Evite sentar na poltrona ou lugar que você normalmente amamenta, assim evitará o desejo da criança de querer mamar.
Não oferecer o peito e nem recusar quando a criança pedir é uma tática para a criança ir se desinteressando do peito.
Peça a ajuda do pai. Nos horários em que a criança costuma mamar, peça ao pai para que distraia a criança com algum brinquedo ou passeio.

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Até quando amamentar? – parte 1

A importância da amamentação e os benefícios que traz à mamãe e ao bebê são indiscutíveis. Mas quando o assunto é até quando se deve oferecer o peito à criança ainda é fator de dúvida para muitas mamães.
O desmame se inicia quando outro alimento é introduzido além do leite materno. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, desde que o crescimento e desenvolvimento do bebê estejam adequados.
Depois dos seis meses, o bebê já tem todo o seu sistema digestivo amadurecido para receber outro alimento que não o leite materno e também já necessita de nutrientes que não são encontrados no leite produzido pela mamãe.
A partir de então, o bebê começa a diminuir as mamadas no peito e adquirir o hábito de mastigar, começando pelos sucos, papinhas doces e salgadas até comer a mesma comida da família. A amamentação passa a ser um complemento da alimentação.
Segundo a OMS, o aleitamento materno deve acontecer pelo menos até os dois anos ou até ser prazeroso para mamãe e criança. O que a mamãe deve ficar atenta é se a amamentação não está interferindo na alimentação da criança e prejudicando a nutrição adequada do pequeno. Como já dissemos, a amamentação deve ser somente um complemento da alimentação após os primeiros meses de vida.
Tá na hora de mamar! - Outra questão importante da amamentação prolongada são os horários das mamadas e a higiene bucal. Desde pequenino a mãe deve realizar a limpeza dos dentinhos e região da boca do seu filho mesmo que sua alimentação seja exclusivamente o leite de peito.
Normalmente o horário da mamada da criança maior é a noite para dormir gostoso no colo da mamãe. É realmente uma delícia, mas as mamães ficam com dó de acordar os filhotes para escovar os dentinhos depois da mamada achando que o leite de peito não oferece o risco de cáries. Engano! Os dentes das crianças precisam ser escovados depois da amamentação, pois o leite materno provoca cárie, sim.
Dúvida - E para desmamar precisa usar a mamadeira? Não. Criança que mama no peito não precisa de mamadeira. Aos seis meses de idade a criança já está apta para sugar um copo aberto, com cuidado, ou um copo com bico. Se a criança for maiorzinha pode-se usar o canudo.
É sempre bom lembrar que a mamadeira e a chupeta são prejudiciais para o desenvolvimento da arcada dentária e musculatura facial, principalmente da região da boca, prejudicando também o desenvolvimento da fala.

Dicas
  • Não use truques como colocar pimenta ou sal no bico do peito para a criança não sugar mais. O melhor é conversar sobre o desmame com o seu filho.
  • Converse com uma nutricionista para verificar se as mamadas não estão interferindo na absorção de nutrientes que a criança precisa.
  • Amamentar é tudo de bom. Amamente exclusivamente até os seis meses e previna sua criança de muitas doenças.

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A primeira mamada na cesariana e parto normal

A Organização Mundial da Saúde preconiza que a primeira mamada ocorra logo na primeira hora de vida do bebê. Portanto, quanto antes ocorrer, maior será os benefícios da amamentação e menor o risco do desmame precoce.
Um estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense, Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e Secretaria da Saúde de Queimados (RJ) demonstrou em números o que já se via na prática em maternidades: mulheres que realizam cesariana (parto preferido por muitas mulheres) demoram mais tempo para amamentar seus filhos pela primeira vez.
No parto normal, a demora da primeira mamada é em média 4 horas. Já os bebês nascidos de cesariana demoram cerca de 10 horas para se alimentarem pela primeira vez no peito da mamãe.
A fonoaudióloga Jamile Elias explica por que a amamentação no parto normal é mais rápida.
“É mito dizer que as mamães que fazem cesariana ficam mais cansadas e demoram para se recuperar e poder amamentar. O motivo está na diferença da ação hormonal do organismo das mulheres que realizam parto normal e cesariana”, conta a profissional.
No parto normal, a placenta já está pronta e já está tudo pronto para o bebê nascer. Assim que nasce, todos os hormônios estão em perfeita harmonia e há a descida do leite, facilitando a primeira mamada.
O mesmo não ocorre na cesariana; a placenta pode não estar totalmente madura, desorganizando os hormônios, fazendo com que a descida do leite demore mais, prejudicando a primeira mamada do bebê.
No estudo realizado no RJ apontou ainda que das mamães que realizaram o parto normal, 22,4% amamentaram na primeira hora contra 5,8% das mamães que realizaram cesárea.
Faça pré-natal - Um pré-natal bem feito é condição favorável para que médico e mamãe saibam das condições da gestação e assim optem pelo melhor parto, seja normal ou cesariana.
É fundamental amamentar - Todas as mamães e futuras mamães sabem da importância incontestável da amamentação para seu filho e para a saúde da mãe.
Além de suprir todas as necessidades nutricionais do bebê e o imunizar com anticorpos passados pelo leite materno, o ato de amamentar ajuda a mamãe a recuperar o corpo mais rapidamente, prevenindo alguns tipos de câncer e o vínculo mãe-bebê se torna mais forte.

Dicas
Tire todas as suas dúvidas sobre os tipos de partos com o seu médico, assim não terá receio de escolher pelo mais natural.
Nem sempre o bebê ou a mamãe tem condições de realizar parto normal, por isso o pré-natal é tão importante.
Às vezes, mesmo quando se opta pelo parto normal, na hora do parto as condições mudam e uma cesárea de emergência pode ser realizada.

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Direitos que garantem a amamentação

Da mesma maneira que toda criança tem o direito ao aleitamento materno, as mães também têm o direito de amamentar seus bebês garantidos por lei. O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que o poder público, as instituições e os empregadores devem oferecer condições adequadas ao aleitamento materno para todas as mulheres. Isso significa que as mulheres que trabalham fora têm direito a amamentar seus filhos mesmo nas horas que estão trabalhando.
A lei brasileira diz que a mulher tem direito a 120 dias de licença-maternidade a partir do oitavo mês de gestação, sem prejuízo do salário. “A mulher deve amamentar o bebê até o dia de voltar a trabalhar, mas precisa se programar e começar a estocar leite um mês antes disso, para poder continuar a oferecer o leite materno quando retomar a vida profissional”, alerta a pediatra Keiko Teruya.
Após o período de licença, a funcionária retorna ao trabalho e passa a ter direito a dois descansos remunerados de meia hora por dia para amamentar o bebê até ele completar seis meses de idade. Os pais adotivos têm os mesmos direitos que os pais legítimos.
Também é determinado por lei que qualquer empresa onde trabalhem 30 mulheres ou mais tenha uma creche ou berçário. Se a empresa não tiver essa opção, a funcionária pode sair do serviço para amamentar seu filho em casa.
Ou seja, as leis do país possibilitam o aleitamento exclusivo durante os seis primeiros meses de vida do bebê e ainda incentiva a mãe a continuar a amamentação quando tiver que retornar ao trabalho.

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Amamentação diminui o risco cardíaco nas mamães

Amamentar é proporcionar aos bebês todos os nutrientes e proteção que os pequenos precisam durante os seis primeiros meses de vida. Isso é uma afirmação que a maior parte das mamães já sabe de cor e salteado.
Agora, nem todos sabem que amamentar faz bem para a saúde da mamãe. E se afirmarmos que amamentar diminui o risco da mamãe sofrer de doenças do coração? Quase nenhuma sabe.
Um estudo publicado na revista “Obstetrics and Gynecology” relata que amamentar diminui o risco de doenças cardíacas no futuro. O trabalho analisou 139.681 mulheres após passarem o período da menopausa e destacou que o grupo de mulheres que amamentou seus bebês por pelo menos um mês apresentou pressão arterial mais baixa, menor nível de colesterol e menor incidência de diabetes que são os grandes vilões das doenças cardíacas.
Autora do estudo e professora de Medicina da Universidade de Pittsburgh, Eleanor Bimla Schwartz afirma que o risco de se ter algum problema cardíaco caiu 10% nas mulheres que amamentaram seus filhos até mais de um ano de idade.
As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte entre as mulheres. Estimular a amamentação, segundo o estudo americano, diminui os riscos das mulheres apresentarem fatores que levem à doenças cardíacas
Mais benefícios - Lembramos, ainda, que amamentar traz outros benefícios para a mulher, como perda do peso ganho com a gestação, o corpo volta ao normal mais rápido, menor risco de hemorragias pós-parto, menor o risco de alguns tipos de câncer e menor o risco de anemia.
Amamentar não é fácil e nem natural, procure um especialista como pediatras e fonoaudiólogos que possam dar orientações corretas de como amamentar sem o risco de desmame precoce.

Dicas
O ideal é que o bebê receba somente leite materno até os seis meses de vida.
O bebê precisa abocanhar toda a auréola do seio para poder se alimentar corretamente e não machucar a mamãe.
Lembre-se sempre que não só o bebê ganha com a amamentação, a mamãe também recebe muitos benefícios.

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Técnicas para a amamentar

O momento da mamada é único e merece uma preparação toda especial. Existem algumas técnicas que ajudam a mamãe a achar a posição correta para acomodar o bebê e facilitar a pega.
Existem três posições mais comuns, mas nada impede mãe e bebê de acharem uma forma mais agradável de se acomodar na hora da mamada. “A posição ideal é aquela onde ambos ficam confortáveis, com o bebê alinhado ao corpo da mãe”, diz a Dra. Maria José Mattar.
A posição tradicional é a sentada, onde o bebê fica de frente pra mãe, barriga com barriga, e quanto mais colados estiverem, mais fácil é a amamentação. Na posição sentada inversa, a mãe deve segurar o bebê como se fosse uma bola de futebol americano, colocando o corpinho debaixo de sua axila, com a barriga apoiada nas suas costelas. A mãe apoia o corpo do bebê com o braço e a cabeça com a mão. Essa posição facilita o bebê a pegar uma boa parte da auréola.
Algumas mães, especialmente as que se submetem à cesariana, optam por amamentar os filhos deitadas, onde o bebê fica de frente para a mãe, barriga com barriga.
Dizem que não se deve amamentar o bebê deitado, pois causa infecção nos ouvidos e a Dra. Maria José Mattar explica esse mito. “A boca, o nariz e o ouvido do bebê ainda são retificados e se ele é alimentado com leite artificial, que contém bactérias, a infecção acontece mais facilmente. O leite materno, ao contrário, dá mais proteção a essa mucosa”.
Depois de achar a melhor posição, o primeiro passo é colocar o seio na boca do bebê. Ao tocar o mamilo no lábio inferior do bebê ele abrirá a boca. Nessa hora a mãe deve enfiar o máximo da auréola na sua boquinha, puxando firmemente sua cabeça para a mama.
Independentemente da posição que a mãe escolher para amamentar o bebê, é importante que ela esteja relaxada, confortável e bem apoiada, sem se curvar para frente ou para trás. O bebê, da mesma forma, tem que estar posicionado corretamente, com o corpo junto ao da mãe, na altura da mama, os quadris seguros e o pescoço levemente esticado.
A Dra. Maria José Mattar orienta as mães a esvaziar um pouco a mama antes de dar de mamar quando o seio estiver endurecido. “Se o peito estiver muito cheio a boca do bebê escorrega e ele não consegue segurar o bico”.
Para ter uma boa pega, a boca do bebê deve ser levada em direção ao mamilo, e não o contrário. A mãe deve posicionar o polegar acima da auréola e o indicador abaixo, formando um ‘C’. Ao mamar, a boca do bebê deve estar bem aberta, com os lábios para fora, abocanhando quase toda a auréola e não somente o bico do peito, e as mamadas serão grandes e espaçadas.
Quando for tirar a criança do peito, é bom usar a técnica conhecida popularmente como "técnica do dedo mínimo", onde a mãe coloca o dedo mínimo na boca da criança para enganá-la. Ela aceita trocar o bico do peito pelo dedinho e, assim, não puxa o mamilo da mãe com força. Quando o bebê largar a mama, os mamilos devem estar levemente alongados e redondos.
Amamentação com posicionamento e pega corretos não dói, e é um momento bastante agradável para a mãe e para o bebê.

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Meu bebê não engorda. Será que meu leite é “fraco”?

O peso do bebê é uma preocupação constante no dia a dia da mamãe. “Será que ele comeu bem?”, “Esse meu bebê parece muito fraquinho”, “Mamou tão pouquinho.” São questionamentos que as mamães fazem regularmente. Algumas dicas simples sobre a alimentação dos bebês podem responder as diversas interrogações na mente dos pais.
Saiba uma verdade que se não bem informada deixa as mamães de cabelo em pé: o bebê pode perder até 10% do peso de nascimento na primeira semana de vida.
Isso porque o bebê dentro da barriga não fazia esforço nenhum e assim que nasce precisa sugar, chorar, regular a temperatura do corpo e tudo mais que o bebê faz, aliada à descida do leite da mamãe, que pode demorar alguns dias para descer ou mesmo regular a quantidade de leite que o bebê precisa.
Um mito que é muito conhecido é que o bebê não engorda porque o leite da mãe é fraco. NÃO existe leite materno fraco. Cada mãe produz o leite que seu bebê precisa e na quantidade certa. O organismo da mulher só precisa regular a quantidade de leite nos primeiros dias depois do parto.
O mito do leite fraco provavelmente apareceu quando algumas mães não posicionavam a pega do bebê ao bico adequadamente ou simplesmente ofereciam somente o primeiro leite que é mais aguado. Explicaremos melhor isso.
Para ficar bem claro o que é a “pega do bebê”. Se o bebê abocanha somente o bico da mamãe não conseguirá retirar muito leite do seio materno, pois essa não é a forma adequada. Além disso, provavelmente o bebê causará ferimentos no bico e perda de peso. As bolsinhas que guardam o leite ficam posicionadas por baixo de toda a aréola do seio e, portanto, o bebê deve abocanhar toda a aréola da mamãe para que o leite saia de maneira adequada e sustente o bebê.
Segunda explicação: primeiro leite é mais aguado. A fonoaudióloga Jamile Elias explica que logo que o bebê começa a sugar é retirado o leite materno que é mais rico em água. Por isso se diz que o bebê nos seis primeiros meses de vida não precisa nem de água. Só de leite materno.
Depois de um tempinho, o leite que é retirado (tão logo saiu o leite mais aguado) é um leite mais rico em gordura, que sustentará e dará peso ao bebê.
Neste caso, o ideal é que o bebê esvazie um peito, pois assim ele terá o leite aguado (normal ao sair logo de começo), além do mais rico um gordura, que vem depois. Se ele beber um pouquinho de um peito e um pouquinho de outro, a probabilidade é que ele beba basicamente o leite “aguado”.
O certo é colocar o bebê em um peito e deixá-lo esvaziar e só depois oferecer o outro. Desse jeito a mamãe garante que o bebê retire do peito o leite anterior, rico em água, e o posterior, rico em gordura.
Fome – Um caso típico. O bebê é colocado no berço e não demora muito para começar a chorar de fome. A mamãe pensa que o leite é fraco. Erro dela. Pois ela pode ter oferecido apenas o leite rico em água, sustentando bem pouco o bebê que chora logo de fome e pode perder peso.
O bebê pode mamar quanto quiser, mas um bebê que fica quase uma hora no peito pode perder mais peso que um bebê que fica apenas dez minutos. Por que isso acontece? O bebê que perde peso mesmo ficando muito tempo pode estar abocanhado de maneira incorreta ou fazendo o peito de chupeta. Isso gera um grande esforço e perda de calorias. Consequentemente ele perde peso.
Já o bebê que mama apenas dez minutos e ganha peso deve fazer a pega corretamente, mamar todo o leite anterior e posterior e ficar satisfeito, não fazendo mais esforço do que precisa.
Fique atenta, mamãe, a todas as informações, mas não acredite em tudo que te falam. Pergunte sempre ao especialista o que é correto e siga as orientações sem “encucar” com os mitos.

Dicas
Verifique a quantidade de xixi que seu bebê faz. Se fizer sempre e em boa quantidade quer dizer que o pequeno está mamando bem. Preocupe-se se faz pouco ou não faz xixi.
O bebê deve ganhar em média 30 gramas por dia por isso a ida ao pediatra periodicamente é importante.
Tente não escutar as opiniões de como o bebê ganhar peso de mãe, sogra, vizinha ou qualquer pessoa que te deixam confusas. Tire suas dúvidas com quem entende como o pediatra.

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O Super Leite

O aleitamento materno só faz bem à criança, e à mamãe também! É um grande aliado contra diversas doenças e é facilmente digerido e absorvido.
O leite materno contém nutrientes e enzimas perfeitamente balanceadas, com substâncias imunológicas que protegem o bebê e provêm tudo o que a criança necessita no seu comecinho de vida. O ato de amamentar também supre as necessidades emocionais e diminui a ansiedade de ambos, por meio desse primeiro contato pele a pele e olhos nos olhos.
Fora a grande vantagem do vínculo afetivo que o ato cria, esse leite ainda protege a criança contra uma infinidade de problemas. Segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo, a lista é extensa. O leite materno protege contra doenças alérgicas, diversos tipos de câncer, desnutrição, diabetes mellitus, doenças digestivas, doenças crônicas como osteoporose, doença cardiovascular e ateroesclerose, obesidade, meningites, sarampo e outras doenças infecciosas, doenças respiratórias e otites, doenças do trato urinário e cáries. E ainda promove, melhor desenvolvimento neuro-psicomotor infantil e cognitivo, aumenta o QI, promove melhor padrão cardiorrespiratório durante a alimentação, melhor resposta às imunizações e melhor equilíbrio emocional.
Não é só o bebê que sai ganhando, a mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa, tem diminuição mais rápida do volume do útero, corre menor risco de hemorragia no pós-parto, ter anemia, contrair câncer de mama e de ovário, é menos propensa à osteoporose, volta ao peso normal mais rapidamente e está protegida de engravidar.
E ainda tem o fator econômico. O leite que a mãe produz é suficiente para alimentar o filho até os seis meses de idade, sem necessidade de gastos com água, gás, bicos, mamadeiras, sabão, açúcar, embalagens etc. O leite materno é de graça e está pronto para servir a qualquer hora!

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O papel do pai na amamentação

Você, mamãe, deve estar se perguntando o que um homem tem a ver com o aleitamento materno se é só a mulher quem pode amamentar. O papai logicamente que não amamenta, mas pode ajudá-la, e muito, com a amamentação.
Amamentar não é tarefa fácil, principalmente quando a mulher tem que conciliar filhos, casa e marido. E é nessa hora que o papai surge para incentivar, ajudar e participar de todos os momentos, difíceis ou não.
O pós-parto pode trazer uma tristeza e cansaço à mulher, deixando-a insegura em relação à sua própria amamentação. O apoio e incentivo do papai são essenciais para que a mamãe se reestruture, se reorganize e sinta-se capaz de amamentar.
A mamãe deve pedir que o papai participe da amamentação sempre que possível. A presença e carinho dele durante a amamentação fortalecem o vínculo afetivo entre ele, a mamãe e o bebê.
Lembre-se que o bebê necessita de muitos cuidados e a amamentação demanda tempo. E esse tempo era o tempo que antes a mulher tinha para deixar a casa impecável, fazer refeições maravilhosas e se arrumar. Viu só a dificuldade. Agora a mulher que já é mamãe encontrará dificuldades em fazer tudo o que fazia antes, além de cuidar do pequeno ser.
Pai perfeito – O papai deve ser compreensivo, não ser reclamão e ajudar nos afazeres domésticos, cuidados com o bebê e, principalmente, com os outros filhos. A mamãe também precisa de descanso e de alguém como o papai que possa ajudar a cuidar do bebê no que se refere à troca de fraldas, banho, vestir e dar colo.
Na hora em que a mamãe estiver amamentando, o pai pode levar líquidos como água e suco para a sua esposa. Isso é um sinal de atenção. O período de amamentação requer a ingestão de bastante líquido.
Brigas e discussões causam estresse na mamãe podendo prejudicar na descida do leite e comprometer o aleitamento materno tão importante para o bebê. A paciência deve ser uma das qualidades que o homem deve exercitar muito nesse período, ainda mais porque nessa fase a mulher fica cansada e por isso mais irritada e impaciente.
Compreensão, amor, às vezes, “contar até dez” (ou até um pouco mais) devem fazer parte do cotidiano do papai para evitar conflitos.
Como ajudar? - Para incentivar o aleitamento materno, o papai deve ter atitude e não levar para a casa mamadeiras, chupetas ou latas de leite que podem levar ao desmame precoce. O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, aliado ao amor dos pais, são o que o bebê mais precisa para crescer inteligente e saudável.
E um dos itens mais importantes é quando o papai vai junto com sua mulher e seu filho nas consultas com os profissionais que o bebê faz acompanhamento. Assim aprenderá como auxiliar a sua esposa, tornando o período da amamentação gostoso, motivante e feliz para os três. Mãe, não tenha receio em “dividir” a amamentação, convoque o pai para essa tarefa!
Dicas

  • Mamãe, deixe o papai participar de tudo que se relaciona ao bebê. Chame-o para que aprenda e te ajude.
  • O papai é capaz de cuidar do bebê e, assim, torna-se mais fácil criar vínculo com o filho.
  • Atenção, compreensão e amor do marido são essenciais para que a mamãe sinta-se segura e feliz.

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Amamentar é ter afinidade com o bebê

Muito se fala dos benefícios que o aleitamento materno traz tanto para a mamãe quanto para o bebê. Uma nova pesquisa indicou que quem amamenta tem uma afinidade maior com o seu bebê.
Além de um forte vínculo entre a mamãe e o bebê e as vantagens psicológicas e fisiológicas que a amamentação oferece, amamentar faz com que a mamãe identifique melhor o que seu bebê quer.

A pesquisa acompanhou 20 mulheres que passaram por uma ressonância magnética funcional enquanto foram expostas a fotos de seus bebês ou ao choro deles. O resultado foi que a parte do cérebro responsável pelas emoções e motivação foi mais ativada nas mamães que amamentavam seus filhos.
O que isso quer dizer? Que o cérebro da mamãe que amamenta é notadamente muito mais receptivo aos sinais do seu bebê do que as mulheres que oferecem mamadeira a criança. Portanto, os bebês que mamam no peito têm suas “vontades” reconhecidas mais prontamente do que aqueles que usam mamadeira.
Acredita-se que essa diferença se faz por causa de um hormônio chamado ocitocina que é produzido durante a amamentação e que está relacionado também aos vínculos sociais. Amamentar estimula a produção do hormônio ocitocina e isso e pode aumentar os cuidados e a atenção das mamães para seus bebês.
Quatro semanas depois do nascimento, a diferença na atenção das mamães que amamentavam e a das mamães que ofereciam mamadeira já haviam diminuído, influenciando mais, neste momento, a personalidade das mulheres e intensidade emocional nos cuidados com o bebê.
O estudo ressalta que esses resultados são importantes para as mamães que sofrem de depressão ou tenham problemas, como a pobreza, pois aumenta o vínculo entre mamãe e bebê, importantíssimo para o desenvolvimento global da criança.

Dicas
Nenhuma mulher nasce sabendo amamentar. É uma habilidade que precisa ser aprendida e treinada.
Tranquilidade é um fator fundamental para que a amamentação tenha sucesso.
Não sinta vergonha de pedir ajuda aos profissionais especializados se não conseguir amamentar.

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Bebê tem que mamar logo que nasce!

A visão do parto que existe na cabeça da grande maioria das mulheres é assim: a gestante sente muitas dores e “expulsa” o bebê de dentro da barriga (seja com o parto cesárea ou normal). Em seguida, o bebê é levado para as avaliações necessárias, toma banho e assim vai para o berçário, reencontrando a mãe depois de um tempão.
A realidade em alguns hospitais ainda é essa, infelizmente. Entretanto, uma boa parte das maternidades realiza um trabalho mais humanizado, isto é, respeitando o momento ímpar entre mamãe e bebê. O aleitamento materno é fundamental nos primeiros minutos de vida do novo serzinho.
Mesmo aquela mamãe que por vezes não pode nem sentar e está cansada do exaustivo trabalho de parto, é preciso sim dar atenção imediata ao filho. Seja forte, mulher!
As vantagens da amamentação imediata são muitas e beneficiam tanto bebê quanto mamãe.

Começando pela produção de hormônios que acontece logo depois do parto numa interação mãe-bebê. O ato de o bebê sugar o leite libera a oxitocina que aumenta as contrações uterinas da mamãe, expulsando com maior facilidade a placenta e já fazendo com que o corpo da mulher volte ao normal.

“Sugando o seio da mãe, o bebê também ajuda na descida do leite materno, já que o ato de sugar joga na corrente sangüínea da mamãe o hormônio prolactina que estimula a produção de leite”, relata a fonoaudióloga Jamile Elias, aprimoranda em Saúde Materna-Infantil pelo Hospital Guilherme Álvaro, em Santos/SP.

A endorfina também é liberada quando o bebê é amamentado logo após o parto, diminuindo as dores da mamãe, que muda o seu foco da dor para o bem-estar do seu filho. E com esse foco desperta o instinto de proteção e cuidado.
O quanto antes no peito - Quanto mais precoce for a primeira mamada, mais vínculo se criará entre mamãe e bebê, prolongando assim o tempo de amamentação.
A fonoaudióloga Jamile Elias diz que a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de vida do bebê, pois mamãe e filho se beneficiem ao máximo das vantagens da amamentação exclusiva, como menor risco de doenças e alergias.
Outra vantagem: o contato pele a pele nos primeiros minutos de vida contaminará o bebê de germes e bactérias da própria mãe que são menos agressivos, criando imunidade, principalmente com o colostro (leite das primeiras mamadas), prevenindo assim de alguma infecção posterior.
Quer mais? O bebê ainda não regula normalmente sua temperatura. A relação precoce da mãe com o bebê que acabara de nascer faz com que a ela regule o corpo do pequeno ao estar em contato pele a pele, evitando assim uma hipotermia (choque entre a temperatura normal de uma pessoa com a do ambiente).
Prêmio a quem incentiva o aleitamento “imediato” - A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) propuseram ações em apoio ao aleitamento materno desde os primeiros minutos de vida do bebê.
Uma dessas ações chama-se “Iniciativa Hospital Amigo da Criança - IHAC”. Para receber esse título, o hospital precisa seguir dez mandamentos que incentivam o aleitamento materno. E o quarto item dessa lista pede:
“Ajudar as mães a iniciar a amamentação na primeira meia hora após o parto”

Mesmo os hospitais que não tem esse título podem ajudar as mamães a amamentarem seus bebês nos primeiros minutos de vida.

Dicas
Se você quer se beneficiar desse contato precoce converse antes com os médicos que realizarão o seu parto e com o hospital.
Quanto mais informações sobre parto e amamentação você tiver melhor preparada estará para beneficiar seu bebê e a você mesma.

Amamentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir consideravelmente a mortalidade neonatal.

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A defesa do leite materno no combate à asma

Que a amamentação exclusiva durante os primeiros meses de vida do bebê é importantíssimo para o seu desenvolvimento e crescimento ninguém mais duvida. Não dá nem para contar nos dedos a quantidade de benefícios que o leite da mamãe proporciona ao bonitinho que surgiu no mundo. Pesquisadores informam que a amamentação também pode ser uma arma contra a asma.
Amamentação
A asma é uma doença inflamatória dos brônquios e tem como sintomas tosse, chiado no peito e falta de ar. A frequência com que a asma aparece é variável, mas constantemente prejudica as brincadeiras, sono e estudos da criança que apresenta essa doença respiratória.
O estudo feito pelo Instituto Karolinska, na Suécia, destaca que a mãe ao amamentar exclusivamente seu bebê durante pelo menos os primeiros quatro meses transfere para o filho anticorpos e proteínas que podem impedir o aparecimento de infecções.
Os estudiosos suecos avaliaram cerca de quatro mil crianças, sendo estas acompanhadas até os oito anos de idade. Os resultados da pesquisa indicam que as crianças que foram amamentadas exclusivamente por pelo menos quatro meses de vida apresentaram menor ocorrência de asma do que as crianças que foram amamentadas por menos tempo.
Segundo os resultados da pesquisa, bebês alimentados exclusivamente pelo leite materno por quatro meses ou mais de vida têm 37% menor risco de asma. Outra conclusão do estudo é que o aleitamento materno foi associado a uma melhor função pulmonar aos oito anos de idade.
Poderoso leite - Outro estudo feito com 7.000 crianças e adolescentes entre seis e 15 anos, feito na Universidade de Sunderland (Reino Unido) indica que as crianças amamentadas exclusivamente até os seis meses de vida tiveram menores taxas de prevalência de asma, rinite e eczema, e o efeito foi mais evidente em meninos do que em meninas.
Amamentar é bom tanto para a mamãe quanto para o bebê e esse benefício é levado para o resto da vida dos dois. Siga as orientações necessárias e busque ajuda para que a sua amamentação seja realizada adequadamente.

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O prazer de alimentar o bebê

O ato de amamentar é muito mais que alimentar fisicamente o bebê. É uma poderosa fonte de comunicação que fortalece o vínculo materno-filial, através do aconchego, do contato físico, do calor materno e da troca de olhares entre ambos.


Quem já teve oportunidade de vislumbrar este momento, deve concordar. É um momento único, belo e emocionante! E por isto mesmo deveria acontecer em um ambiente calmo, com luz suave, sem ruídos ou conversas paralelas. De preferência, no próprio quarto do bebê onde mãe e filho possam interagir, sem interferência.
A voz materna é a mais sonora e gratificante para o bebê. Assim, a mãe deveria conversar com ele, pois embora ainda não esteja amadurecido para a fala, o bebê capta a emoção contida nos sons das palavras.
Atualmente o aleitamento materno está em moda e as campanhas publicitárias se proliferam em toda a mídia, porém a decisão quanto ao tipo de alimento, natural, artificial ou misto, e a forma com que será oferecido ao bebê, pertence à mãe. É um direito seu e deveria ser decidido com toda a tranquilidade e sem culpa.
Sabemos que o leite materno é um alimento completo, que traz benefícios nutritivos e imunológicos à saúde do bebê e as primeiras mamadas são importantíssimas. Apesar disso, não são todas as mães que podem amamentar por várias razões, dentre elas, por portarem doenças infecto-contagiosas ou simplesmente por não o desejarem. Outras, ainda, amamentam apenas por se sentirem pressionadas pelo pai do bebê, pela família, amigos, quando na verdade não sentem prazer nenhum, pelo contrário.
Desta forma, torna-se prejudicial ao bebê e à relação entre eles, pois ele percebe como é desconfortável para ela, amamentá-lo. Seria muito mais saudável se fosse respeitado o desejo dela de alimentá-lo de outra maneira e um bom pediatra poderá orientá-la melhor.
Muito embora amamentar seja um processo natural, é preciso aprender o modo correto de colocar o seio na boquinha do bebê, para que não engula muito ar e o leite possa sair adequadamente, sem machucar o bico.
Algumas mães desistem de dar o peito tão logo surjam pequenas dificuldades, por se sentirem frustradas e inseguras. É muito importante que sejam conscientizadas sobre a possibilidade de oferecer o leite materno pelo menos por alguns dias mais, para que os bebês possam se beneficiar dos fatores imunológicos transmitidos por elas e que irão protegê-los de infecções e outras doenças.
De qualquer maneira, é necessário esclarecer que, mesmo as mães que optam pelo uso da mamadeira, também fortalecem o vínculo entre eles nesses momentos, bem como, na troca das fraldas, no banho, enfim, em todos os cuidados básicos, além de promoverem momentos de pura ternura e amor, respeitando as necessidades de seus filhos e estando por inteiro em cada atividade juntos.

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